Começando um novo projeto - Estudo de Línguas Estrangeiras (Relato)



Hola! Sou Gisliana(Gi) e estou escrevendo aqui somente para deixar registrado algumas coisas da minha vida, não gosto de fazer vídeos nem sei editá-los, e muitos menos acredito que alguém vai ler meus posts, mas enfim, vamos ao que interessa.

No final do ano de 2024, fiz um pedido à Deus falando as seguintes palavras... 

"Senhor, faz tempo que não faço um curso, se ao menos me aparecesse um curso de línguas espanhol que durasse ao menos 2 anos, gratuito, eu não perderia tempo e me matricularia. Por mais difícil que fosse, eu faria de tudo para terminar."

Pou!!! Não deu outra. Na semana seguinte minha mãe me liga falando que viu passar na televisão sobre vagas de línguas estrangeiras espanhol/inglês pela prefeitura, teria que acessar um link para se candidatar a vaga e esperar ser chamado. Assim o fiz, para mim e para ela.

Não vou mentir que com o passar dos dias, minha ansiedade gritou a mil todos os dias. As aulas só iriam começar em março, e quando eu pensei que não fui selecionada, recebi uma mensagem no WhatsApp, que as aulas começariam na semana seguinte. Imagina a felicidade da moça que vos escreve? Kkkkkkkk. 

O que posso dizer é que dentro deste primeiro ano, consegui me redescobrir neste curso, fiz novas amizades. Umas que se foram(por desistência) e outras que consegui manter. E mesmo com muitas dificuldades, consegui realizar os projetos propostos pelo curso, com a ajuda destas mesmas amigas irmãs.

Descobri que já sabia um pouco de espanhol, mas nunca tinha me dado conta. Eu sei ler muito bem, tiro de letra, e apesar de não conhecer muitas palavras, dá para entender pelo contexto, além do mais, hoje em dia temos facilidades em pesquisar o significado de qualquer palavra. Isso foi tão surpreendente para mim, que achei o curso "fácil" de alguma forma. Entendo até o motivo. Quando leio, consigo ter mais atenção e cuidado com a pronúncia, ainda tem o fator de as palavras estão lá, prontas, não necessitando que seja lembrada.

Durante este ano, são feitos 3 grandes eventos: a Feira Gastronômica, o Dia del Muertos e o Café Literário.

O primeiro evento(Feira Gastronômica), me marcou profundamente pela desistência de mais da metade da turma após uma greve necessária na área da educação pública, então, tive que apresentar meu trabalho sozinha sobre a Guatemala. Eu amei pesquisar sobre o país, apresentar uma sobremesa, mas ao mesmo tempo foi assustador estar só. No fim, no dia exato do evento, tive o apoio de outras mulheres da minha turma (incluindo a Tereza, uma mulher incrível) e dos outros níveis do curso. Meu marido Robson também foi muito delicado e atencioso dedicando as horas do seu almoço (e um pouco mais), neste dia para me ajudar a fazer um quadro do pássaro Quetzal e um pôster sobre "minha sobremesa típica".

 
O segundo evento foi o Día de los Muertos, e minha turma do (agora) nível 2, ficamos incumbidos de organizar a base do altar, nem preciso dizer que a esta altura de 13 pessoas só haviam restado 5 comigo. Mas as garotas (apesar de serem todas mulheres feitas, vou chamá-las assim carinhosamente), se empolgaram para preparar todo o altar. E pasmem, foi o que salvou o evento, pois se não fôssemos nós, este altar nem foto teria. Se quiserem, depois posso colocar algumas coisas que aprendi em outro post deste. 
Ainda levei um pão caseiro para compor o altar, e o pobre, antes de ser cortado e compartilhado de forma correta, teve um fim trágico(só não foi mais trágico porque algumas pessoas puderam degustar dele). Pretendo não entrar em detalhes para evitar polêmicas maiores. 

Este altar foi em homenagem ao Quino, criador da Mafalda, ele era Argentino, mas conseguiu espalhar seu trabalho pelo mundo.

Houveram apresentações de outros alunos neste dia, que foram maravilhosas, não os conheço por nome, mas quero deixar registrado aqui, que estavam de parabéns, fui impactada com momentos incríveis.

E mais uma vez, me apaixonei com a cultura, sobre este dia, vi algo tão rico o dia dos mortos para nossos irmãos hispanohablantes. Ainda descobri que é mais comum no México, mas em outros países também comemoram, porém cada um de uma forma, como (vamos mais uma vez) a Guatemala, que o auge do evento são os barriletes gigantes. Tive mostrar isso em outra apresentação pós evento.

Não podíamos perder essa oportunidade de mostrar nosso trabalho.

E por fim o terceiro evento e não menos importante, o Café Literário. Do qual tivemos que elegir (escolher) um escritor/a para apresentar no dia. Essas mesmas mulheres, já desanimadas como eu no fim do primeiro ano de curso, após escolhermos uma escritora muito fodástica por sinal, fizemos os preparativos desde o assunto até a arrumação da sala, e não pensem que foi rápido kkkkkk.

Escolhemos Gabriela Mistral, a primeira mulher latina a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Quem solta essa bomba histórica? Jordana, nossa querida (juro gente, um amor). A escritora não foi somente um símbolo prêmio, ela foi mais. Alguém que nasceu em cenário rural, mulher e pobre, filha de professores,  sucumbiu para o lado da educação junto com sua irmã. Numa época em que a mulher só servia como dona de casa e mãe. Sem voz e sem vez. Ela lutou não somente pela liberdade feminina, mas também pela dignidade da mulher, dos trabalhadores rurais e indígenas.

Ainda fui escolhida para representá-la, eu fiquei muito feliz.

Agora se você leu, chegou até aqui, muito obrigada, porque este treco é muito ruim de editar a por fotos. Até uma próxima... acredito eu!

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